domingo, 27 de outubro de 2019

Coletivas

Que as vivências não nos façam esquecer as potências que nossas almas carregam. 
Que as tristezas não impeçam os sucessos e conquistas. 
Que as mágoas não amargurem o nosso caminhar. 
Que as lágrimas formadas que insistem em precipitar pelas maças dos nossos rostos sejam enxugadas e nos fortifiquem.
Que possamos nos conectar as irmãs que dão passos em uma mesma direção, que trama revoluções e que chora de emoções. 
Que isso seja um mantra ou cântico silencioso que nos aproximem daquelas que já foram nós e que ancestrais se fazem presentes.

Elissânia Oliveira.

domingo, 25 de agosto de 2019

Uma dose de família

Nos dias tristes e de conquistas tento tomar uma dose de família e me alimentar do amor que vem do sangue.
Amor que foi Criado pela convivência constante, pelos puxões de cabelo das irmãs-companheiras, pelo colo de mãe e pelas brincadeiras de correr pelas ruelas de minha comunidade.
Amor que foi fortalecido pelo cuidado, pelo olhar vívido, ouvido atento e os conselhos de quem viveu ao seu lado e te conhece indo e vindo.

Elissânia Oliveira

sábado, 10 de agosto de 2019

Plenitude

Ser eu...tem seus amores e dissabores
Ser eu...tem defeitos e virtudes
Ser eu

Completa e em construção
Abstratos de vivência
Repleta de uma plenitude vã

Busca de ser não sendo
Querer dizer não
Dizendo sim

Reflexos de mim

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Sobre Brasília

A menina de JK, que nasceu no meio do Cerrado sob o olhar e planejamento de Niemeyer. Tão fria e seca, mas que nos recebeu dentro dos braços acalentadores dos filhos, netos e bisnetos de cada pedacinho desse país.
Amada e odiada Brasília, que de suas veias, algumas pobres almas imundas vêm sugando aquilo que seria alento dentro de um país que lamenta a fome que bate em sua porta.
Cidade que cresceu além do planejado, que se faz nova e se ressignifica dentro do peito palpitante daqueles que procuram uma forma de sobreviver.
Das contradições de um povo que trabalha diante de prédios majestosos que acolhem ratos sujos e vagabundos.
Pobre Brasília, de ricos edifícios e que é testemunha da destruição de um povo cansado da labuta.

Elissânia

terça-feira, 8 de maio de 2018

Ser professora

Isso é o que sou e onde ancoro minha luta.
A minha percepção é que o mundo se torna um pouco melhor a partir da educação.
Sofro todos os dias por considerar que a educação é algo extremamente importante e ver o quanto ela é desvalorizada.
Sofro  vendo o pedagógico sendo colocado de lado e a formação do cidadão crítico se tornando peça de menor importância.
Sofro vendo a juventude sair da escola e morrendo.
Sofro com o sucatemente das escolas e consequentemente o esvaziamento de projeto de futuro.
Mas
Todos os dias que acordo é acreditando em uma educação melhor...
Porque sei que não estou sozinha.
Porque sei que tem pessoas que pensam em um mundo melhor
Porque sei que a sociedade tem jeito
Porque acredito nessa juventude
Eu preciso acreditar!
Acreditar que isso é real
Acreditar em um novo mundo
Que existirá uma nova escola
Que estarei aqui para ver ela surgir e quem sabe fazer parte da criação dela.

domingo, 22 de abril de 2018

Aquele Eu te amo!

É lindo dizer Eu te amo para as pessoas de sua vida
Aquele Eu te amo por sms para sua mãe só porque sentiu saudades
Aquele Eu te amo para um amigo que você não ver por dias, semanas e até meses.
Aquele Eu te amo, da pessoa que faz seu coração bater mais forte, ao acordar ou num sussurro no meio da noite.
Aquele Eu te amo quando você sente que seu mundo caiu, quando você se sente triste ou mesmo quando você perdeu uma pessoa especial.
Esse Eu te amo é quase sacro!
Mas no meio de todos esses Eu te amo, tem aquele Eu te amo também que a gente espera escutar mesmo quando o outro não está preparado para dizer.
Esse Eu te amo também é pesado e forçado dito só para não deixar o outro triste. 
O Eu te amo também quase piedade ou compaixão.
Esse Eu não quero!
Quero o Eu te amo livre e espontâneo dito sem pretensões ou cobranças.
Quero dizer EU TE AMO quando o meu coração pedir e minha alma exigir.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Separar é...

Aprender que o amor acaba
É esperar a pessoa não ser mais a primeira entre os seus contatos nas redes sociais e ao mesmo tempo ver a sua última conversa desaparecendo em meio ao tempo
É ter coragem de trocar algumas senhas que são marco do relacionamento anterior
É compreender que cheiro, música e gostos remetem a lembranças que são boas e ao mesmo tempo doloridas
É sentir esvair o perfume do travesseiro
É tomar coragem de mudar a imagem da tela de descanso do celular.