O que é a vida?
Um conjunto de incoerências e erros
Tentamos nos apegar as ideias de redenção
E compor formas exatas de salvação
Mas a verdade, minha amiga
Que a vida é seguir tentando
E transformando o que conseguimos
Nos permitindo ser só mais uma vez humano
segunda-feira, 5 de março de 2018
O que somos
A gente não precisa de rodeios
A gente na precisa de joguinhos
Amor, podemos ser nós
Sem laços e nós
Sem máscaras ou pintura
Não precisa pisar em nozes
E nem criar vozes
Mas não é isso que somos
Somos tapas e socos
Tristeza e mágoa
Cobranças e mal entendidos
A gente na precisa de joguinhos
Amor, podemos ser nós
Sem laços e nós
Sem máscaras ou pintura
Não precisa pisar em nozes
E nem criar vozes
Mas não é isso que somos
Somos tapas e socos
Tristeza e mágoa
Cobranças e mal entendidos
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Reticências
Eu me jogo em você de novo. No seu toque. No cheiro dos nossos corpos em movimento. Você me diz sem perguntas ou desculpas. Sem pontos finais só reticências. E eu não respiro. Eu digo sim. Me prometo não pensar em você. Que nossos capítulos acabaram. Mas me vejo revivendo os capítulos anteriores. E quero mais.
Te quero
Eu te olho e te quero, sabendo o que o querer deveria ser construções para aqueles que não tem medo. Que não tem medo de recomeços. Que não tem medo de se entregar. Que não precisa de portos seguros. Que não precisa de garantias do amor do outro.
Mas o meu querer é um querer certo de incertezas. Que olha e pensa se pode ficar. Se aquele olhar é de amor infinito ou agradecimento de um amizade forjada nas ideias e sonhos em comum.
Então fico deixando está.
Mas o meu querer é um querer certo de incertezas. Que olha e pensa se pode ficar. Se aquele olhar é de amor infinito ou agradecimento de um amizade forjada nas ideias e sonhos em comum.
Então fico deixando está.
Meu caos
Meu mundo de cabeça para baixo
Tudo parece tá errado
E eu me incomodo e penso em gritar...brigar
Para quê?
Me sinto só e fraca nessa estrada falha
Só queria um efeito
Mesmo que o borboleta
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
Sempre Cláudia
Penso em um sorriso
Um insubmisso sorriso negro
Que teima em existir
Persistir
No seu olhar compenetrado
No frisar de sua testa
Um palavra
Resistência
Se foi pelos braços armados
Da farda opressora de pretos
Mas ainda insistir em inspirar
O nosso profundo respeito
domingo, 5 de novembro de 2017
Cansada mas feliz
Anciei por esse dia de sexta pós feriado
Não pelo mesmo motivo de sempre, que é aquele merecido descanso após uma semana de trabalho.
Anciei por mais trabalho, pois fiz do meu ofício lugar de fala, ação e luta.
Anciei sim, por mais esperança, sonhos e realizações.
Anciei por dança, cor e identidade.
E depois desses anseios chego em casa cansada, tão exaurida que o corpo nem consegue descansar e a mente silenciar, porque esse dia me deu uma injeção de ânimo e me ensinou uma nova palavra: ESPERANÇAR.
Elissânia Oliveira
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