quarta-feira, 1 de abril de 2020

Eu Lírico e a Pseudoliberdade

O meu Eu lirico...nunca soube...nunca me ensinaram. A rotina é mais dura que isso. Pessoas de verdade...deixam a poesia para depois. Para quando a vida está mais amena quando a alma não é mais pequena. E o preço do feijão? Quanto tá o feijão? Será que tem dinheiro para o fim do mês? O patrão já disse...o governo permitiu! Férias adiantadas...salários? Não! O governo já disse é só uma gripe... Não mata não...Só se você tiver uma doença anterior...mas aí não é culpa do vírus! É culpa de quem? Tem que buscar culpados ou soluções? 
Ai como eu queria um Eu lírico agora. Um Eu lírico que fosse capaz de suspender a verdades escabrosas e será que é para isso que o Eu lírico serve? Já disse não me ensinaram isso! Nem pseudônimos e nem um tantão coisas de outros pseudos...Mas ando...ando por aí...e os encontro como a dona pseudoliberdade. Essa me ensinou. Me ensina. E acho que sempre ensinará...sabe o que? Ilusões! Ilusões e utopias de liberdade e igualdade. É isso que o Eu lírico...aquele que não aprendi me diz. Ele vai baixinho, aqui no meu pé de ouvido e diz baixinho: "Vai passarinho, finge que é poetisa e canta lá no mundo. Diz que a alma tem muiteza e que um dia. Ah! Uma dia. Tudo será melhor!."

Elissânia Oliveira

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Meu porto

Pernas entrelaçadas. Mentes confusas. Sentimentos remexidos. Memórias nossas de hoje e de ontem. Corpos que se desejam. Fluídos que se misturam. Nossa história nua e crua. Meu porto!

domingo, 27 de outubro de 2019

Coletivas

Que as vivências não nos façam esquecer as potências que nossas almas carregam. 
Que as tristezas não impeçam os sucessos e conquistas. 
Que as mágoas não amargurem o nosso caminhar. 
Que as lágrimas formadas que insistem em precipitar pelas maças dos nossos rostos sejam enxugadas e nos fortifiquem.
Que possamos nos conectar as irmãs que dão passos em uma mesma direção, que trama revoluções e que chora de emoções. 
Que isso seja um mantra ou cântico silencioso que nos aproximem daquelas que já foram nós e que ancestrais se fazem presentes.

Elissânia Oliveira.

domingo, 25 de agosto de 2019

Uma dose de família

Nos dias tristes e de conquistas tento tomar uma dose de família e me alimentar do amor que vem do sangue.
Amor que foi Criado pela convivência constante, pelos puxões de cabelo das irmãs-companheiras, pelo colo de mãe e pelas brincadeiras de correr pelas ruelas de minha comunidade.
Amor que foi fortalecido pelo cuidado, pelo olhar vívido, ouvido atento e os conselhos de quem viveu ao seu lado e te conhece indo e vindo.

Elissânia Oliveira

sábado, 10 de agosto de 2019

Plenitude

Ser eu...tem seus amores e dissabores
Ser eu...tem defeitos e virtudes
Ser eu

Completa e em construção
Abstratos de vivência
Repleta de uma plenitude vã

Busca de ser não sendo
Querer dizer não
Dizendo sim

Reflexos de mim

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Sobre Brasília

A menina de JK, que nasceu no meio do Cerrado sob o olhar e planejamento de Niemeyer. Tão fria e seca, mas que nos recebeu dentro dos braços acalentadores dos filhos, netos e bisnetos de cada pedacinho desse país.
Amada e odiada Brasília, que de suas veias, algumas pobres almas imundas vêm sugando aquilo que seria alento dentro de um país que lamenta a fome que bate em sua porta.
Cidade que cresceu além do planejado, que se faz nova e se ressignifica dentro do peito palpitante daqueles que procuram uma forma de sobreviver.
Das contradições de um povo que trabalha diante de prédios majestosos que acolhem ratos sujos e vagabundos.
Pobre Brasília, de ricos edifícios e que é testemunha da destruição de um povo cansado da labuta.

Elissânia

terça-feira, 8 de maio de 2018

Ser professora

Isso é o que sou e onde ancoro minha luta.
A minha percepção é que o mundo se torna um pouco melhor a partir da educação.
Sofro todos os dias por considerar que a educação é algo extremamente importante e ver o quanto ela é desvalorizada.
Sofro  vendo o pedagógico sendo colocado de lado e a formação do cidadão crítico se tornando peça de menor importância.
Sofro vendo a juventude sair da escola e morrendo.
Sofro com o sucatemente das escolas e consequentemente o esvaziamento de projeto de futuro.
Mas
Todos os dias que acordo é acreditando em uma educação melhor...
Porque sei que não estou sozinha.
Porque sei que tem pessoas que pensam em um mundo melhor
Porque sei que a sociedade tem jeito
Porque acredito nessa juventude
Eu preciso acreditar!
Acreditar que isso é real
Acreditar em um novo mundo
Que existirá uma nova escola
Que estarei aqui para ver ela surgir e quem sabe fazer parte da criação dela.