Que raiva eu sinto
De olhar aquele rosto
De conviver com aquela presença
Que nefasto presença
Que tristeza eu sinto
De perceber os seus ardiloso planos
De ver você destruir sonhos
Tantos sonhos perdidos
Que revolta eu sinto
De ver-me de mãos atadas
De me ver silenciada
Esse silêncio sufocante
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Por um ponto final
A nossa distância me destrói
Temos que por um ponto!
As pessoas passam e percebem
Eu não estou normal
Temos que por um ponto final!
No trabalho todo mundo notou
Que essa história nos afetou
Temos que por um ponto final
Até tomar Coca-Cola
Não é mais algo banal
Temos que por um ponto final
Por que se assim não for
Vamos querer recomeços
E talvez tudo se torne fatal
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Será mesmo que temos que nos doar e nos entregar ao objeto de nosso amor? A maioria das casais apaixonados dizem que sim. Ao meu ver as pessoas tem que ter suas individualidades. boa parte das pessoas que conheço me falam que não sei amar certo, mas acredito que amo do jeito que minha natureza me ensinou e muitas vezes me pego com essa pergunta em mente: Será que existe um jeito certo de amar alguém?
Não sou um pessoa de grandes paixões e nem tenho também grandes medos. Não sinto do mesmo jeito que a maioria. Se o mundo é tão grande e tão diverso, então por que os amores e os relacionamentos devêm ser padronizados? realmente não acredito nisso.
Queria que parassem de tentar me padronizar, penso que todos tem a liberdade e o direito de se portarem do jeito que acham melhor, do jeito que sua natureza indica.
"Ora, se não sou eu
Quem mais vai decidir
O que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!
Ah, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser
Aceito a condição"
O velho e o moço - Los Hermanos
quarta-feira, 14 de março de 2012
A canção do africano
Lá na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto o braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão...
De um lado, uma negra escrava
Os olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar...
E à meia voz lá responde
Ao canto, e o filhinho esconde,
Talvez, pr'a não o escutar!
"Minha terra é lá bem longe,
Das bandas de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem!"
"O sol faz lá tudo em fogo,
Faz em brasa toda a areia;
Ninguém sabe como é belo
Ver de tarde a papa-ceia* !"
"Aquelas terras tão grandes,
Tão compridas como o mar,
Com suas poucas palmeiras
Dão vontade de pensar..."
"Lá todos vivem felizes,
Todos dançam no terreiro;
A gente lá não se vende
Como aqui, só por dinheiro".
O escravo calou a fala,
Porque na úmida sala
O fogo estava a apagar;
E a escrava acabou seu canto,
P'ra não acordar com o pranto
O seu filhinho a sonhar!
.............................
O escravo então foi deitar-se,
Pois tinha de levantar-se
Bem antes do sol nascer,
E se tardasse, coitado,
Teria de ser surrado,
Pois bastava escravo ser.
E a cativa desgraçada
Deita seu filho, calada,
E põe-se triste a beijá-lo,
Talvez temendo que o dono
Não viesse, em meio do sono,
De seus braços arrancá-lo!
Em homenagem aos 165 anos de Castro Alves (1847-1871)
Sentado na estreita sala,
Junto o braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão...
De um lado, uma negra escrava
Os olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar...
E à meia voz lá responde
Ao canto, e o filhinho esconde,
Talvez, pr'a não o escutar!
"Minha terra é lá bem longe,
Das bandas de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem!"
"O sol faz lá tudo em fogo,
Faz em brasa toda a areia;
Ninguém sabe como é belo
Ver de tarde a papa-ceia* !"
"Aquelas terras tão grandes,
Tão compridas como o mar,
Com suas poucas palmeiras
Dão vontade de pensar..."
"Lá todos vivem felizes,
Todos dançam no terreiro;
A gente lá não se vende
Como aqui, só por dinheiro".
O escravo calou a fala,
Porque na úmida sala
O fogo estava a apagar;
E a escrava acabou seu canto,
P'ra não acordar com o pranto
O seu filhinho a sonhar!
.............................
O escravo então foi deitar-se,
Pois tinha de levantar-se
Bem antes do sol nascer,
E se tardasse, coitado,
Teria de ser surrado,
Pois bastava escravo ser.
E a cativa desgraçada
Deita seu filho, calada,
E põe-se triste a beijá-lo,
Talvez temendo que o dono
Não viesse, em meio do sono,
De seus braços arrancá-lo!
Em homenagem aos 165 anos de Castro Alves (1847-1871)
Por que sentir!?
As vezes gostaria de não sentir...amor, compaixão, atração, paixão, solidão, dúvidas...dúvidas!
Tudo parece mais díficil com essas coisas ou sem essas coisas. Fico me perguntando por que de tantos sentimentos, para que? para confundir?. Mas como viveriamos sem eles? será que seriamos felizes? será que estariamos sempre sorrindo?
Perguntas tão díficies de responder! preciso realmente de um analista!
Tudo parece mais díficil com essas coisas ou sem essas coisas. Fico me perguntando por que de tantos sentimentos, para que? para confundir?. Mas como viveriamos sem eles? será que seriamos felizes? será que estariamos sempre sorrindo?
Perguntas tão díficies de responder! preciso realmente de um analista!
sábado, 20 de agosto de 2011
Coisas Más
Eu quero fazer coisas más com você
Quando você entrou o ar foi embora
E toda sombra se encheu de dúvida
Eu não sei quem você pensa que é
Mas antes que a noite acabe,
Eu quero fazer coisas ruins com você.
Eu sou do tipo que fica acordado a noite inteira em seu quarto
Coração doente e olhos cheios de tristeza
Eu não sei o que você fez comigo,
Mas eu sei que esse tanto é verdade:
Eu quero fazer coisas ruins com você.
Quando você entrou o ar foi embora
E todas aquelas sombras ali se encheram com dúvidas
Eu não sei quem você pensa que é
Mas antes que a noite acabe
Eu quero fazer coisas ruins com você.
Eu quero fazer coisas realmente más com você
Ow, ooh
Eu não sei o que você fez comigo,
Mas eu sei que esse tanto é verdade:
Eu quero fazer coisas ruins com você.
Eu quero fazer coisas realmente más com você
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
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