terça-feira, 7 de novembro de 2023
Nuvem de Fevereiro
Você mexe comigo
quarta-feira, 8 de março de 2023
As conexões desconexas de ser um ser único, particular e intransferível.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2022
Ao meu futuro amor
O Fim
Sobre Fé
terça-feira, 26 de abril de 2022
Os dias
sábado, 18 de setembro de 2021
o vento da cidade
quinta-feira, 16 de setembro de 2021
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Sobre Ela...começo (exercícios antigos de escrita)
Sintomas de saudade
Mantra
Análises de uma noite de cuba libre
Quero tudo!
quinta-feira, 18 de março de 2021
Hoje eu quis...
terça-feira, 1 de setembro de 2020
Olhar
domingo, 5 de julho de 2020
Ser tempo
sábado, 27 de junho de 2020
Maturidade no corpo-alma
sábado, 9 de maio de 2020
Racismo à brasileira: as questões atuais e o acirramento das lutas das minorias
sexta-feira, 8 de maio de 2020
O amor é uma obra de arte
Quando o olhar encontra outro. Nasce a primeira fagulhas do amor. Não é o amor em si. É uma promessa do que ainda existirá. É como a primeira pincelada do pintor buscando trazer ao mundo uma imagem que estava sendo vislumbrada somente em seu cérebro. Não é a pintura final, nem é uma pintura ainda, é só uma promessa. Mas é essa promessa que as pessoas seguem. Essa é a fagulha de amor. Segue por curiosidade, por excitação, por vontade de experimentar o futuro e vai experimentando toda vez que o olhar se cruza, que as mãos se tocam, que as palavras soam, que os corpos se sentem e se tornam um. E assim as fagulhas ou as pinceladas vão construindo as imagens. A construção do amor/pintura pode durar para sempre enquanto há vida dentro dos amantes. Mas as imagens, às vezes, ficam prontas quando há muita vida a viver...e a imagem finalizada não faz mais sentido, então as pinceladas/fagulhas são analisadas, e às vezes vistas como sinais de desamor porque tem defeitos, falhas, deficiências de percursos. E o quadro está lá pronto e acabado, porém ainda tem vida, mas o olhar não se cruzam mais, as mãos não querem se tocar, os corpos já não sentem prazer na junção. As fagulhas já não mais existem e assim os amores acabam. Cabendo as pessoas observar a imagem criada, aprender com ela, amar a imagem mas não mais o objeto que deu vida a obra e seguir agradecendo o amadurecimento dos seres. Podem também querer destruir a imagem criada por conta dos seus defeitos ou só ver as imperfeições da obra criada, aqui cabe também um aprendizado. O de não precisar conviver com os quadros criados, mesmo que estes façam parte da criação do pintor que o indivíduo se tornou. Então o amor e o desamor são criações que são feitas de escolhas. Eu escolho não destruir os meus quadros, mas escolho seguir em frente para continuar criador, de oportunizar a existência de outras fagulhas (ou pinceladas) e vivenciar a arte/amor nascer tantas vezes mais quanto for necessário para ser feliz.
Elissânia Oliveira